A
idéia de criar um grupo de pesquisadores em história
do Ipu parece ter sido uma idéia que partiu não de
apenas um historiador, mas de muitos. Todos pareciam indignados
com o fato do município não contar com “uma
história” escrita por historiadores, mas com apenas
memórias. Estávamos ainda indignados com a tão
pouca produção historiográfica sobre o município
(e ainda estamos). A partir daí, um grupo de seis historiadores
formandos, em sua maioria, começaram a reunir-se freqüentemente
para propor caminhos. Eram eles Petrônio lima, Jorge Luis,
Raimundo de Araújo, Reginaldo Araújo, Iramar Miranda
Barros e Antonio Vitorino. Apenas este último já havia
se graduado. A idéia de formar um grupo de pesquisa veio
em 2004 e o nome para o grupo foi idéia de Raimundo de Araújo.
Todos concordamos de imediato com o nome: Outra História.
Resumia muito de nossas pretensões. Queríamos fazer
uma outra história diferente da que era nos apresentadas.
O nosso objetivo era reescrever a “história de Ipu”.
Hoje temos plena consciência de que esse nome é, de
todo, impróprio, pelo fato, de que, o que se tem escrito
sobre o Ipu são, em sua maioria, memórias e não
história como a concebemos. No entanto já somos assim
conhecidos e resolvemos mantê-lo.
O objetivo do grupo era e é a produção historiográfica,
sobretudo, tendo a cidade de Ipu como objeto de estudo. Nossas pretensões
são arrojadas. Pretendemos fundar uma revista anual, cujo primeiro
número, contemplará a “História Local”.
Seria uma coletânea de artigos que reuniriam os resultados das nossas
seis pesquisa em andamento. Em um segundo momento pretendemos publicar um
livro didático em História do Ipu, pois consideramos inadmissível
que nossos alunos estudem em nossas escolas as tradicionais História
do Brasil e Geral, sem terem sequer, um conhecimento rasteiro de sua própria
história. É uma falha imensa de nosso sistema educacional que
supervaloriza as disciplinas de Português e Matemática e relega
ao ostracismo a Nossa História, onde não há espaço
para a história do Ipu. Na verdade não existe “uma história
do Ipu”, pelo menos, escrita. O ipuense parece não ter história
e nem identidade. A primeira queremos supri-la. A segunda parece ser, em
parte, uma conseqüência da primeira.
O grupo é ainda muito jovem, está em sua primeira infância. É preciso
esperar sua adolescência e seu período fértil, momento
em que os frutos começarão a aparecer. Precisamos de recursos,
por isso estamos nos articulando melhor para buscá-los, e quem sabe,
no futuro, não poderemos contar, pelo menos, com um primeiro esboço
de uma história do Ipu. A história acontece todos os dias,
porém só se afirma no papel, quando escrita. Precisamos de
bons profissionais para escrevê-la e, posteriormente, reescrevê-la.
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